O optimismo diminui o risco de doença cardiovascular e de morte
Vários estudos, incluindo trabalhos recentes publicadas na JAMA Network Open, sugerem que as pessoas mais optimistas têm menor risco de doenças cardiovasculares e de mortalidade por todas as causas.
A recente meta-análise e revisão sistemática incluiu 15 estudos com um total de quase 230.000 participantes. Cada estudo investigou os efeitos do optimismo ou do pessimismo sobre eventos cardiovasculares (10 estudos) ou mortalidade por todas as causas (9 estudos). O tempo médio de acompanhamento nos estudos foi de quase 14 anos, variando de 2 a 40 anos. Os eventos cardiovasculares incluíram uma série de condições, como acidente vascular cerebral, doença arterial coronariana, doença coronariana, doença cardíaca isquémica e doença cardiovascular geral. Uma análise conjunta foi realizada para determinar a associação global entre otimismo e o risco de eventos cardiovasculares e morte.
Os resultados mostraram que o optimismo foi significativamente associado a um menor risco de eventos cardiovasculares e mortalidade. Pessoas optimistas tiveram um risco 35% menor de eventos cardiovasculares e um risco 14% menor de mortalidade por todas as causas nos estudos analisados.
Embora o mecanismo exacto que relaciona o optimismo com doenças cardíacas e morte não seja claro, pode ser parcialmente devido a taxas mais baixas de certas doenças crónicas e taxas mais elevadas de hábitos saudáveis entre pessoas optimistas. As pessoas optimistas têm apesar de tudo uma esperança de vida mais longa quando estes factores são controlados.
O optimismo é definido como a expectativa de que coisas boas virão a acontecer ou a crença de que o futuro será positivo e favorável. Pessoas optimistas também tendem a acreditar que é possível controlar situações relevantes e influenciar positivamente o futuro. Os resultados desta meta-análise sugerem que as intervenções destinadas a aumentar o optimismo ou diminuir o pessimismo poderiam ser utilizadas como medida preventiva para doenças cardíacas e mortalidade por todas as causas, sendo que muitas vezes, esses estados de espírito estão também fortemente influenciados por factores pessoais (relações amorosas, familiares, emprego, estabilidade e satisfação laboral, vida social, estado de saúde…).